terça-feira, 14 de maio de 2013

Oco

Tenho me sentido vazio. Nada satisfaz a fome, não há cansaço que traga sono, nao há cheiro que sacie a saudade do seu. A necessidade de te abraçar me assalta todos os dias, enquanto ando ou almoço, todas as noites, quando me viro na cama, sem paz porque não tenho mais o seu carinho.
Escuto a sua rádio, que era nosso motivo de discórdia, porque é o melhor jeito de sentir que acabei de te deixar em algum lugar, e poder me enganar por 2 ou 3 minutos que vou te encontrar de novo logo.
Preciso confessar: nunca amei assim. Meu corpo arde de pensar em você, e em como sinto falta da tua boca, minhas orelhas queimam em lembrar de como é doce a tua voz que não me diz mais "Bom dia, meu amor".
"Me diz agora com que pernas eu devo seguir", se quando conheci tua terra, não fazia senão olhar em volta, buscando um casebre pra onde pudesse endereçar nossas correnpondências, pra onde pudesse carregar tua máquina de lavar e nossas compras do mês.
Tive nos braços a melhor pessoa que já vi andar, com seus pés de anjo, seu toque carinhoso, seu beijo macio e sua capacidade ilimitada de amar. Mas fui incapaz. Incapaz de ser o que você esperava de mim, e o que eu esperava de mim, depois que te prometi que seria.
Preciso que você me desculpe por isso. Infelizmente eu não posso me perdoar.
Não aceito outra vida senão a que tem você comigo. A vida em que eu acordo aos sábados, porque voce tem horário, e sou apressado, pra que nao te atrase.
Decidi transformar em cada lágrima sua que tornei, um sorriso. Pode ser por um caqui, uma bala ou um texto como esse. Espero que você goste de caqui.
Eu te amo, e não vou nunca abrir mão de dizer isso.

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