domingo, 29 de maio de 2011

Ai, minhas mãos...

Há muito não sinto isso;

O dia lá fora está feio como não vejo desde muito tempo atrás;

Tudo aqui está mais frio, mais gélido, mais impessoal...
Porque ela tinha que fazer isso comigo? Por quê?
Não tinha necessidade, ela podia simplesmente dizer que estava tudo acabado, que não havia mais o que fazer, mas nao foi assim...
Ela nos levou até a frente de uma montanha, onde a água corria gelada, parecia facas entrando na carne das mãos...
Por que eu? Por que comigo? Podia acontecer com qualquer um, mas por que a minha pessoa?
Por que que eu tenho que lavar essa pilha enorme de louça nesse frio, mamãe?!?

Erick Ozaki

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A ilusão do Perfeito

Ah, maldito Karma humano, o de achar que existe a tampa de encaixe exato pra sua panelinha de cabo frouxo;
De querer procurar o fitting exato pra forma tosca da alma torta;
Pensar ver em um rosto perdido no vazio da multidão, o par pra sua velha meia furada;
Tentar, à todo custo, fazer da perfeita debilidade da alma alheia, um parceiro ideal;
Viver às custas da idéia de que há, lá fora, uma companhia sem defeitos, digna do titulo de perfeito;

Mas, cá pra nós...
O que é da vida humana, senão amar e ter esperança?
Qual a graça de pensar que chegamos onde estamos para estar, e mais nada do que perpetuar a chance de sofrer de uma vida sem o que amar e querer?

Ah, doce Karma de ser humano e ter que errar!

Erick Ozaki