sábado, 30 de janeiro de 2010

Invictus

Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonins of chance
My head in bloody, but not unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate;
I am the captain of my soul.

William E. Henley


Poema lido repetidamente por Nelson Mandela, durante os trinta anos que ficou preso, para que nao ficasse louco.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Homenagem ao texto de uma amiga...Singela, mas ainda homenagem


Espelho

Ela caminhava de cabeça baixa.
Por vezes aparantava ser metida, pois com a cabeça abaixo não olhava ao seu redor.
E era isso que lhe passava segurança.
Não ser vista. E não ver.
Mas todo mundo sabe que isso não é segurança.
Ela andava evitando espelhos, vidros, olhos...
Não queria ver seu reflexo.
Tinha medo do que veria.
Certa vez disseram que seu olho era lindo.
Mas ela não acreditou.
Disseram que ela podia ser modelo.
Ela simplesmente baixou a cabeça.
Ela se acha magra demais.
Alta demais. Morena demais. Branquela demais.
Bonita de menos.
Será que as pessoas estão enxergando bem?
Ou é o espelho dela que está quebrado?
Ela se achará bonita quando encontrar o amor-próprio.
Acho que ele está perdido por aí.
Qualquer hora eles se cruzam.
E aí quem sabe ela se sinta bem.
.
Me.W.o
Texto resposta:

Ela escondia com os fios castanhos cacheados um rosto lindo, invejavel.
Eh impossivel entender como ela pode nao acha-lo belo. Nao ha com nao querer ve-lo.
Ah, como eh triste ver uma moca tao bonita com a sindrome da princesa-bruxa.
Nao se deve esconder um rosto tao belo, nem pensar mal de um corpo tao formoso, lindas pernas longas e alvas, pele macia e sedosa, olhos castanhos tao escuros e tao carinhosos que amolecem os rapazes. Disse Vinicius de Moraes: "As feias que me desculpem, mas beleza eh fundamental!"...Bom, nao falava dessa menina.
"Ah se eu pudesse e meu dinheiro desse", "Oh la em casa", ela ouve passando por ai. Como nao bota feh nisso?
Pudera. Nao cairia uma moca tao bela e educada num papo furado de boteco como esse.
Ela merece mais. Ela merecer amor!
Todo o carinho que um homem tao belo e educado como ela puder lhe oferecer. Ela ainda o encontra...Um dia...

Erick Ozaki

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Lembranças


As ferias iam bem para os dois.
Ela na Oma.
Ele em casa.
O problema foi a pouca atencao que deram ao fato de que em algumas horas teriam o resultado
da prova causadora do maior número de desmaios e ansias na juventude: 
o maldito vestibular.


Tentar tirar o resultado da cabeca era dificil, 
mas, tambem, necessario.
Ele passando o tempo entre uma e outra conversa no 'nsm'.
Ela com passeios com o padrinho e o irmao.


Bom, nao resolveu.


O maior problema eh que, nessas horas tudo lembra a lista.
Aquela que aponta quem está dentro. 
A maldita lista! 
Entre tantos nomes, um teria que ser o dela.
Um ia ser o dele.
Mas e se nao fosse? 
E por que essa tortura tem que ser justamente nas ferias? 
Justamente quando eles acreditam que conseguiram o merecido descanço?!


Mas heis que o telefone toca.
E que a Oma desce as escadas.
A voz já conhecida não para de gritar parabéns.
E aquele abraço familiar apressado pra dar um abraco na neta.


Os dois agora universitários.


Nunca se ouviu tanto "Eu te amo" como na semana da matricula.

Escrito a dois teclados: Merie Ellen & Erick Ozaki

domingo, 10 de janeiro de 2010

Voce nao sabe...


Voce nao sabe quanto me doeu
Passar em claro a primeira noite
Que voce passou com seu novo namorado


Voce nao sabe como me fitava tentador
O chao embaixo da minha janela
Que me convidava de coracao gelado


Voce nao sabe como me doia
Olhar todos os rostos da cidade
E perceber que nenhum deles era o seu


Entao voce voltou...


Voce nao sabe como pulou feliz
O meu tolo coracao acreditando
Que seriamos mais uma vez, um


Resolveu que deveria, nao sei porque
Sumir outra vez de minha monocromatica vida
E assim o fez, me deixando aqui de novo.


Por que pediu perdao? Por que nao deixou pelo que havia me dito?
Que amava outro em meu lugar e ja nao me tinha mais em sua cabeca?


Por que me disse que o chamou pelo meu nome 
Quando eu ja criava pernas pra andar sem ti?


Por que me deu outra vez teus labios pra beijar
Se nao pretendia ficar aqui do meu lado?


Nao me interessa a resposta, pra dizer a verdade.
Me interessa que volte e me deixe sentar no meu lugar mais querido
Que é o teu colo, esquentando o teu ventre em colicas.


Senta aqui e deixa eu tapar-te do vento frio da porta da escola.
Pega a minha mao e ve como eu tremo, como no nosso primeiro beijo.
Poe a mao no meu peito e ve como me treme o peito,
Com o ar frio no pulmao e o sangue quente acelerando o coracao.
Quem sabe, ai entao, entendera como eu te amo e te preciso.


Erick Ozaki

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Com que pernas?

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir


Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo queimei meus navios


Me diz pra onde é que ainda posso ir
Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas


Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração


Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça teu vestido
E o meu sapato ainda pisa no teu


Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair


Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir


Chico Buarque