segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Ver

Te avistei e dei todos os sinais que pude.
Voce ou os ignorou, ou nao me viu desde o comeco.
Era tudo que eu queria. Ser visto.

Mau visto, com mau-olhado, enxergado,
percebido embacado, tudo menos deixado de lado.

Talvez um cortex qualquer do seu cerebro tenha me apercebido,
talvez esse pedacinho seu eu tenha convencido,
talvez se voce desse ouvidos a ele esse amor teria acontecido.
Erick Ozaki

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Calçar

Me descalcei, tirei as sandalias aos trapos dos meus pes pra te oferecer,
Oferecer, a ti, a chance de um anjo desistir das asas e proteger os pes nos meus pobres calcados,
Oferecer a chance de proteger tua sola limpa da sujeira desse mundo de atrocidades,
Oferecer a chance de deixar eu ser o seu anjo protetor e te guardar do mal dessa existencia,
Oferecer a chance de tomar meu amor nas tuas maos e fazer dele o que quisesse.

Pedi a oportunidade de ser seu guia,
Pedi que fechasse os olhos e se deixasse cair em meus braços fortalecidos do teu carinho,
Pedi que me deixasse pisar nos espinhos por voce pra poder te tirar de qualquer sofrimento ou dor,
Pedi que me permitisse te carregar por cima da areia escaldante pra nao ter que ver nada te aflingir,
E pedi, enfim, que me deixasse te amar, pra nao ter que fazer mais nada nessa vida.

Erick Ozaki

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A Ira de Ghandi

Aprendi, graças a uma amarga experiência, a única suprema lição:controlar a ira. E do mesmo modo que o calor conservado se transforma em energia, assim a nossa ira controlada pode transformar-se em uma função capaz de mover o mundo. Não é que eu não me ire ou perca o controle. O que eu não dou é campo à ira. Cultivo a paciência e a mansidão e, de uma maneira geral,consigo. Mas quando a ira me assalta,limito-me a controlá-la. Como consigo? É um hábito que cada um deve adquirir e cultivar com uma prática assídua.


Mahatma Ghandi

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Remendar

Juntar pedacos de um amor inteiro,
colar particulas de um romance perfeito,
refazer os passos de um amor verdadeiro,
fazer valer a pena e fazer bem feito.

Fazer encher-se de paixao o peito,
trazer a vida mais sabor, mais cheiro,
trazer a superficie do rio, o tesouro do leito,
fazer ser meu seu dengo sorrateiro.


Erick Ozaki

domingo, 17 de outubro de 2010

Acertando o passo...

O que acontece com a vida?
Ja corri demais, me apressei, peguei o bonde ainda no terminal, sentei na janelinha, mas ainda era muito cedo, e nao tinha o que ve por ela. So um caminho triste e desacompanhado.
Ai entao, atrasei o passo. Andei mais devagar, esperei que as ruas tivessem movimento e vida a observar e ser vivida. Subi num bonde ja lotado, tendo que ir em pe, com a vista cortada pelas bordas da janela.
Agora, oras, que devo eu fazer? Fui empurrado quando o passo era muito rapido e minhas coisas se faziam no meu tempo certo, ainda que sozinho. Um caminho triste, mas certo.
Fui deixado de lado e passado pra tras quando diminui o ritmo. Agora a vida corre mais do que minhas pernas atrofiadas aguentam.

Sei o que quero, sei porque quero, mas nao sei porque alcancar.
Erick Ozaki

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Qual o seu maior medo?!

"Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes.
Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta.
Nos perguntamos: "Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível?" Na verdade, quem é você para não ser tudo isso?...Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você.
E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo"



Nelson Mandiba Mandela, discurso de posse da presidencia.
1994

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Saudades

Ta frio por aqui.
Voce teve que viajar e por isso voce nao esta aqui.
Talvez por isso esteja frio. Somente pra me lembrar da presente e persistente falta que me abraca, sussurrando ao meu ouvido que voce nao esta aqui.
Sinto sua falta.
Mentira deslavada. Sinto saudades. Sentir falta eh se dar conta com um ar de surpresa leve de que algo nao se encontra la, nao eh o mesmo que saudades, que eh o que eu sinto.
Queria que voce estivesse aqui comigo.
Tem sido tao solitario sem voce. Volte logo.
Preciso do seu abraco quente.
Preciso dormir no seu colo, porque o colchao eh muito duro e o travesseiro muito mole.
Preciso sabe que voce estaria aqui comigo, embora eu viva a ouvir de voce que voce o faria.
Vem logo.

Erick Ozaki

segunda-feira, 26 de julho de 2010

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Why keep thinking like everyone else?


Here’s to the crazy ones. 
The misfits. 
The rebels. 
The troublemakers. 
The round pegs in the square holes.
The ones who see things differently. 

They’re not fond of rules. And they have no respect for the status quo. 
You can praise them, disagree with them, quote them, disbelieve them, glorify or vilify them.
About the only thing you can’t do is ignore them. Because they change things. 
They invent. 
They imagine. 
They heal. 
They explore. 
They create. 
They inspire. 
They push the human race forward.
Maybe they have to be crazy.
How else can you stare at an empty canvas and see a work of art? 
Or sit in silence and hear a song that’s never been written? 
Or gaze at a red planet and see a laboratory on wheels?

While some see them as the crazy ones, we see genius. 
Because the people who are crazy enough to think they can change the world, are the ones who do.

Steve Jobs

segunda-feira, 8 de março de 2010

Uma homenagem...

Todas elas juntas num so ser


Não canto mais Babete nem Domingas
Nem Xica nem Tereza, de Ben jor;

Nem Drão nem Flora, do baiano Gil;
Nem Ana nem Luiza, do maior;

Já não homenageio Januária,

Joana, Ana, Bárbara, de Chico;

Nem Yoko, a nipônica de Lennon;
Nem a cabocla, de Tinoco e de Tonico;

Nem a tigreza nem a vera gata
Nem a branquinha, de Caetano;
Nem mesmoa linda flor de Luiz Gonzaga,
Rosinha, do sertão pernambucano;
Nem Risoflora, a flor de Chico Science,
Nenhuma continua nos meus planos.
Nem Kátia Flávia, de Fausto Fawcett;

Nem Anna Júlia do Los Hermanos.

Só você,
Hoje eu canto só você;
Só você,
Que eu quero porque quero, por querer.

Não canto de Melô pérola negra;
De Brown e Hebert, uma brasileira;
De Ari, nem a baiana nem Maria,
Nem a Iaiá também, nem minha faceira;
De Dorival, nem Dora nem Marina
Nem a morena de Itapoã;
Divina garota de Ipanema,
Nem Iracema, de Adoniran.

De Jackson do Pandeiro, nem Cremilda;

De Michael Jackson, nem a Billie Jean;

De Jimi Hendrix, nem a doce Angel;
Nem Ângela nem Lígia, de Jobim;

Nem Lia, Lily Braun nem Beatriz,

Das doze deusas de Edu e Chico;
Até das trinta Leilas de Donato,
E de Layla, de Clapton, eu abdico.

Só você,
Canto e toco só você;
Só você,
Que nem você ninguém mais pode haver.

Nem a namoradinha de um amigo
E nem a amada amante de Roberto;
E nem Michelle-me-belle, do beattle Paul;
Nem Isabel - Bebel - de João Gilberto;

E nem B.B., la femme de Serge Gainsbourg;
Nem, de Totó, na malafemmená;
Nem a Iaiá de Zeca Pagodinho;
Nem a mulata mulatinha de Lalá;

E nem a carioca de Vinícius
E nem a tropicana de Alceu
E nem a escurinha de Geraldo
E nem a pastorinha de Noel
E nem a namorada de Carlinhos
E nem a superstar do Tremendão
E nem a malaguenha de Lecuona
E nem a popozuda do Tigrão

Só você,
Hoje elejo e elogio só você,
Só você,
Que nem você não há nem quem nem quê.

De Haroldo Lobo com Wilson Batista,
De Mário Lago e Ataulfo Alves,
Não canto nem Emília nem Amélia,
Nenhuma tem meus vivas! E meus salves!
E nem Angie, do stone Mick Jagger;
E nem Roxanne, de Sting, do Police;
E nem a mina do mamona Dinho
E nem as mina – pá! - do mano Xiz!

Loira de Hervê e loira do É O Tchan,
Lôra de Gabriel, o Pensador;
Laura de Mercer, Laura de Braguinha,
Laura de Daniel, o trovador;
Ana do Rei e Ana de Djavan,

Ana do outro rei, o do baião

Nenhuma delas hoje cantarei:
Só outra reina no meu coração.

Só você,
Rainha aqui é só você,
Só você,
A musa dentre as musas de A a Z.

Se um dia me surgisse uma moça
Dessas que com seus dotes e seus dons,
Inspira parte dos compositores
Na arte das palavras e dos sons,
Tal como Madallene, de Jacques Brel,
Ou como Madalena, de Martinho;
Ou Mabellene e a sixteen de Chuck Berry,
E a manequim do tímido Paulinho;

Ou como, de Caymmi, a moça prosa
E a musa inspiradora Doralice;
Se me surgisse uma moça dessas.
Confesso que eu talvez não resistisse;
Mas, veja bem, meu bem, minha querida;
Isso seria só por uma vez,
Uma vez só em toda a minha vida!
Ou talvez duas... mas não mais que três...

Só você...
Mais que tudo é só você;
Só você...
As coisas mais queridas você é:

Você pra mim é o sol da minha noite;
É como a rosa, luz de Pixinguinha;
É como a estrela pura aparecida,
A estrela a refulgir, do Poetinha;
Você, ó flor, é como a nuvem calma
No céu da alma de Luiz Vieira;
Você é como a luz do sol da vida
De Steve Wonder, ó minha parceira.

Você é pra mim e o meu amor,
Crescendo como mato em campos vastos,
Mais que a gatinha para Erasmo Carlos;
Mais que a cigana pra Ronaldo bastos;
Mais que a divina dama pra Cartola;
Que a domna pra Ventadorn, Bernart;
Que a honey baby pra Waly Salomão
E a funny valentine pra Lorenz Hart.

Só você,
Mais que tudo e todas, é só você;
Só você,
Que é todas elas juntas num só ser.

Lenine


A todas voces, mulheres. Algumas em especial [elas sabem quem sao].

sábado, 6 de fevereiro de 2010

A mao que toca o rosto

Uma vez voce me perguntou por que eu fazia uma cara de medo quando me tocavas a face.
Nunca te disse a resposta verdadeira. Sempre achou que tinha medo que me batesse. Pobre engano.

Fechava os olhos pra sentir melhor teu cheiro, meu amor.
Fechava os olhos porque tentava ver, com eles fechados, as tuas asas, meu anjo.
Fechava os olhos porque me ofuscava a tua aureola, tua coroa, minha princesa.
Fechava os olhos pra sentir melhor o gosto doce da tua voz, minha musa.
Fechava os olhos pra nao ver como me arrepiava o seu toque leve, na minha barba por fazer.
Fechei tambem por medo, confesso. Medo de que voce me machucasse.

Medo que me machucasse, por nunca mais me tocar assim.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Invictus

Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonins of chance
My head in bloody, but not unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate;
I am the captain of my soul.

William E. Henley


Poema lido repetidamente por Nelson Mandela, durante os trinta anos que ficou preso, para que nao ficasse louco.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Homenagem ao texto de uma amiga...Singela, mas ainda homenagem


Espelho

Ela caminhava de cabeça baixa.
Por vezes aparantava ser metida, pois com a cabeça abaixo não olhava ao seu redor.
E era isso que lhe passava segurança.
Não ser vista. E não ver.
Mas todo mundo sabe que isso não é segurança.
Ela andava evitando espelhos, vidros, olhos...
Não queria ver seu reflexo.
Tinha medo do que veria.
Certa vez disseram que seu olho era lindo.
Mas ela não acreditou.
Disseram que ela podia ser modelo.
Ela simplesmente baixou a cabeça.
Ela se acha magra demais.
Alta demais. Morena demais. Branquela demais.
Bonita de menos.
Será que as pessoas estão enxergando bem?
Ou é o espelho dela que está quebrado?
Ela se achará bonita quando encontrar o amor-próprio.
Acho que ele está perdido por aí.
Qualquer hora eles se cruzam.
E aí quem sabe ela se sinta bem.
.
Me.W.o
Texto resposta:

Ela escondia com os fios castanhos cacheados um rosto lindo, invejavel.
Eh impossivel entender como ela pode nao acha-lo belo. Nao ha com nao querer ve-lo.
Ah, como eh triste ver uma moca tao bonita com a sindrome da princesa-bruxa.
Nao se deve esconder um rosto tao belo, nem pensar mal de um corpo tao formoso, lindas pernas longas e alvas, pele macia e sedosa, olhos castanhos tao escuros e tao carinhosos que amolecem os rapazes. Disse Vinicius de Moraes: "As feias que me desculpem, mas beleza eh fundamental!"...Bom, nao falava dessa menina.
"Ah se eu pudesse e meu dinheiro desse", "Oh la em casa", ela ouve passando por ai. Como nao bota feh nisso?
Pudera. Nao cairia uma moca tao bela e educada num papo furado de boteco como esse.
Ela merece mais. Ela merecer amor!
Todo o carinho que um homem tao belo e educado como ela puder lhe oferecer. Ela ainda o encontra...Um dia...

Erick Ozaki

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Lembranças


As ferias iam bem para os dois.
Ela na Oma.
Ele em casa.
O problema foi a pouca atencao que deram ao fato de que em algumas horas teriam o resultado
da prova causadora do maior número de desmaios e ansias na juventude: 
o maldito vestibular.


Tentar tirar o resultado da cabeca era dificil, 
mas, tambem, necessario.
Ele passando o tempo entre uma e outra conversa no 'nsm'.
Ela com passeios com o padrinho e o irmao.


Bom, nao resolveu.


O maior problema eh que, nessas horas tudo lembra a lista.
Aquela que aponta quem está dentro. 
A maldita lista! 
Entre tantos nomes, um teria que ser o dela.
Um ia ser o dele.
Mas e se nao fosse? 
E por que essa tortura tem que ser justamente nas ferias? 
Justamente quando eles acreditam que conseguiram o merecido descanço?!


Mas heis que o telefone toca.
E que a Oma desce as escadas.
A voz já conhecida não para de gritar parabéns.
E aquele abraço familiar apressado pra dar um abraco na neta.


Os dois agora universitários.


Nunca se ouviu tanto "Eu te amo" como na semana da matricula.

Escrito a dois teclados: Merie Ellen & Erick Ozaki

domingo, 10 de janeiro de 2010

Voce nao sabe...


Voce nao sabe quanto me doeu
Passar em claro a primeira noite
Que voce passou com seu novo namorado


Voce nao sabe como me fitava tentador
O chao embaixo da minha janela
Que me convidava de coracao gelado


Voce nao sabe como me doia
Olhar todos os rostos da cidade
E perceber que nenhum deles era o seu


Entao voce voltou...


Voce nao sabe como pulou feliz
O meu tolo coracao acreditando
Que seriamos mais uma vez, um


Resolveu que deveria, nao sei porque
Sumir outra vez de minha monocromatica vida
E assim o fez, me deixando aqui de novo.


Por que pediu perdao? Por que nao deixou pelo que havia me dito?
Que amava outro em meu lugar e ja nao me tinha mais em sua cabeca?


Por que me disse que o chamou pelo meu nome 
Quando eu ja criava pernas pra andar sem ti?


Por que me deu outra vez teus labios pra beijar
Se nao pretendia ficar aqui do meu lado?


Nao me interessa a resposta, pra dizer a verdade.
Me interessa que volte e me deixe sentar no meu lugar mais querido
Que é o teu colo, esquentando o teu ventre em colicas.


Senta aqui e deixa eu tapar-te do vento frio da porta da escola.
Pega a minha mao e ve como eu tremo, como no nosso primeiro beijo.
Poe a mao no meu peito e ve como me treme o peito,
Com o ar frio no pulmao e o sangue quente acelerando o coracao.
Quem sabe, ai entao, entendera como eu te amo e te preciso.


Erick Ozaki

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Com que pernas?

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir


Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo queimei meus navios


Me diz pra onde é que ainda posso ir
Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas


Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração


Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça teu vestido
E o meu sapato ainda pisa no teu


Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair


Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir


Chico Buarque